Nobres bigodes


Aaron Smith é o artista plástico. Bigodes e barbas de nobres senhores, o seu ponto fraco. O resultado está à vista: delicioso.

De futuro, irei colocar mais imagens de farfalhudos cavalheiros. Desculpem lá a brincadeira. É que me fazem lembrar o meu pai.

Fantasmagórico

Navegar em mar alto à deriva tem destas coisas. Quem diria que a fotografia a cores já tem mais de 100 anos? Cento e dez, para ser exacto.

O termo "cápsula do tempo" ganhou agora um novo sentido.




Musa


À semelhança de uma outra ocasião, fica aqui um poema meu a pedido de outros. Neste caso, a premissa era pegar num primeiro verso de um poema de Régio e improvisarmos o resto, como melhor assim o entendêssemos.

Em itálico, encontramos então o José e logo a seguir o Lino. Esta ideia podia pegar. Intertextualidade poética no seu melhor.







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Centos de doidos vivem neste hospício
e cantam
um qualquer quarto andamento
de um concerto para uma voz
sumida.

Torna-me o verbo claro e infinito,
tolda-me a Musa o som de um reco.

Aconteci-me assim,
néscio com tanta catadupa rítmica.
Faz-se o desenquadramento à rima,
porque o vocábulo, esse não mente
quando vem do ventre.

Centos de doidos vivem neste hospício
e cantam.
As suas vozes não são desconhecidas,
são todas elas minha e minhas.

Círculo Perfeito


Para voltar a ver o mundo com olhos mais poéticos, porque o horizonte ainda me encanta a fronte e porque a alma ainda continua inquieta.

Ainda bem.

Fogueira


As epifanias sacras que lhe escorriam do coração eram como visões de anjos em vagarosa procissão.

E no alto do clamor, o reflexo de uma fogueira que ardia e ardia.

Volta


E ao terceiro dia a resposta veio com a preia-mar. Insólito evento. Agarras-me e levas-me, unos no bosque de (a)fetos, com a tua casca de carvalho a macular-me a fronte e eu, a entregar-me e tu, a reclamares-me.

Sinto-me em falta e sinto-te falta. Volta.

Vem


Já há muito tempo que não dedicava um poema ao Mar, norte da minha bússola interior. Acabo de descobrir este singelo e sugestivo poema de Emily Dickinson.  

Chama-se, apropriadamente, The Sea said "Come" to the Brook.




The Sea said "Come" to the Brook --
The Brook said "Let me grow" --
The Sea said "Then you will be a Sea --
I want a Brook -- Come now"!

The Sea said "Go" to the Sea --
The Sea said "I am he
You cherished" -- "Learned Waters --
Wisdom is stale -- to Me"

gaveta de arrumos