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Madrugador


Esta semana vou levantar-me todos os dias muito cedo. Não me importo mesmo nada. Com a chegada da Primavera, as manhãs têm uma outra luz e outros cheiros. Mal posso esperar para os sentir.

Hoje fui dar um passeio a pé pela beira-mar, algo que já não fazia desde o ano passado. O frio a mim não deixa saudade. Nem às restantes pessoas com que me cruzei, já todas a reivindicarem sol, calor e poucas roupas no corpo.

Olhares


Comecei a escrever este poema anteontem em cima da areia, ao pé do mar. Terminei-o hoje. O meu primeiro em francês. Ainda sem título e provavelmente assim ficará. Algumas coisas não precisam de nomes.

Je ne sais pas qui tu peux être
Si un dieu, si un poète
Toi, avec ta sagesse
De maître surveillant

Moi, sans toit ni loi
Je te regarde lentement
Comme on regarde la mer
Infinitment

Je ne sais pas qui je peux être
Même si je veux me connaître
Moi, avec ma faiblesse
D'élève impatient

Toi, notre pierre, notre prière
Tu nous regardes doucement
Comme on regarde une fleur
Ou un enfant

Devaneios


A temperatura aumenta e os nossos termómetros emocionais também. Hoje apetece-me praia e passear à beira-mar. Apetece-me sentir o sol na cara e cheirar a maresia que emana daquelas águas infinitas. Ouvir o marulho e embalar-me nele.

Até já.


gaveta de arrumos