Mostrar mensagens com a etiqueta Xilogravura Japonesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Xilogravura Japonesa. Mostrar todas as mensagens

急潮

«He heard the sound of waves striking the shore, and it was as though the surging of his young blood was keeping time with the movement of the sea's great tides. It was doubtless because nature itself satisfied his need that Shinji felt no particular lack of music in his everyday life.»

Yukio Mishima, in The Sound of Waves (1954)

A cor das romãs

«I beheld my love this morning, in the garden paths she strayed,
All brocaded was the ground with prints her golden patterns made.
Like the nightingale, I warbled round my rose with wings displayed,
And I wept, my reason faltered, while my heart was sore dismayed.
Grant, O Lord, that all my foemen to such grief may be betrayed!

Love, with these thy whims and humours thou hast wrecked and ruined me.
Thou hast drunk of love's own nectar, thy lips speak entrancingly.
With those honeyed words how many like me thou hast bound to thee!
Take the knife and slay me straightaway - pass not by me mockingly.
Since I die of love 'twere better Beauty stabbed and set me free.

For I have no love beside thee - I would have thee know it well.
Thou for whom e'en death I'd suffer, list to what I have to tell.
See thou thwart not thy Creator -  all the past do not dispel:
Anger not thy Sayat Nova, for when in thy snare he fell
He was all bereft or reason by thy whims' and humours' spell.»

Sayat Nova, séc. XVIII

सपना

A Índia é sempre fascinante. Independentemente de que perspectiva a olhemos. O fascínio exacerba-se quando esse exercício é feito por um outro olhar oriental, neste caso nipónico. Sonhe-se, então.







A mágoa

Barco de quilha rota, a desnorte de um encalhamento num escolho sem escolha, sem vontade própria.

À espera da fenomenal vaga que a lave, que a leve, para longe do seu peso fantasmal. E a vaga vem, e a vaga vai. Vem e vai. Vem. Vai.

E a preia-mar invernosa mostra-lhe o caminho rumo ao campo das estrelas. E a praia, à beira-mar, vai-se limpando e alindando rumo a um verão invencível.

Macrocosmos microscópicos

Ontem trovejou. Intensamente. Seguido de uma chuva de verão com pingas grossas e abundantes. O cheiro a terra que ajudou a levantar traz sempre memórias de vidas que não vivemos, mas trazemos dentro de nós. É aquela sensação de algo «familiar», que não se consegue explicar. Apenas se sente.

A trovoada faz-me bem. Acalma-me. Refresca-me. Não costumava ser assim. Mas um verão aconteci-me assim. Como se a energia elétrica servisse de condutor entre a atmosfera e o meu sistema nervoso. E ela continuava por cima de mim, por cima de todos nós, a relampejar como se de fogo de artifício se tratasse, a lembrar-nos da existência de um cosmos antiquíssimo e misterioso.

Cosmologias

Ocorre-me pensar que o ser humano, apesar da sua imensa pequenez perante a imensidão de um cosmos que o desconhece, carrega dentro de si universos sem fim de sentimentos que o avassalam como se de a coisa mais importante do mundo tratasse.


Cada um de nós, macrocosmos microscópicos. Cada um de nós.


gaveta de arrumos